A Horácio
I
Eis a querela: vinho e odres,
Como havia de ser.
Sobre a boa mistura decidi.
Vinho velho em odres novos,
Ou odres velhos para vinho novo?
Odres novos para também os vinhos,
Ou vinho velho em velho odre?
Eis a disputa pela coroa do verso.
A pluma pesa pouco na balança.
O coração é um vazio átrio.
Sopro e som e você o expandem.
O barro, o carvalho ou o vaso.
A água, a uva e o fermento.
Toma tudo, mede e os pesa.
II
A resistência e o mover-se.
Os choques entre átomos e
O que a tudo isso contém.
O experimento dura década
E não menos. Experimenta!
Não sabes onde leva, porém.
O que tomarás por medida?
Qual metro é fiel? Não sois,
Vós mesmos, o parâmetro?
Barril, funil ou vaso?
Pergunta a ti mesmo,
se a ânfora é integra.
Se a noite do tempo é negra &
apenas aos seus se revela,
sobre o futuro incerto anela.
Pois, tornarás tu vivo a fitar,
na aurora, na sobra do enleio
& na sombra do reposteiro...
Ao pó inquiris em cheio:
Quando mudares-te na morada
e a terra de carmim manchar,
ao verter no ar o nobre vinho,
saberás de cor a volta do caminho,
que terá por meta a divina adega?
Com o que hás de conter o fluido?
III
Os choques entre átomos e
O que a tudo isso contém.
O experimento dura década
E não menos. Experimenta!
Não sabes onde leva, porém.
O que tomarás por medida?
Qual metro é fiel? Não sois,
Vós mesmos, o parâmetro?
Barril, funil ou vaso?
Pergunta a ti mesmo,
se a ânfora é integra.
Se a noite do tempo é negra &
apenas aos seus se revela,
sobre o futuro incerto anela.
Pois, tornarás tu vivo a fitar,
na aurora, na sobra do enleio
& na sombra do reposteiro...
Ao pó inquiris em cheio:
Quando mudares-te na morada
e a terra de carmim manchar,
ao verter no ar o nobre vinho,
saberás de cor a volta do caminho,
que terá por meta a divina adega?
Com o que hás de conter o fluido?
III
Reúne, pois, consigo o que há de etéreo,
para que se não dissipe ao sabor da vaga,
em fumo o mais leve a tua sedenta alma...
Separa no fundo de rio o limo da água barrenta.
para que se não dissipe ao sabor da vaga,
em fumo o mais leve a tua sedenta alma...
Separa no fundo de rio o limo da água barrenta.
Me atrevo a dizer, pois sou uma intrometida emprestável...rs
ResponderExcluirEu incorporo o barril, o funil e o vaso!
Li também de baixo para cima estes versos e te dou um desfecho:
"Sobre a boa mistura decidi.
Vinho velho em odres novos"
Pois é, inverti e alcançei afirmação. Decido!
Vinho velho em odres novos!