Quão insípida a poesia
de um tempo
que tão antigo morreu...
Quando não traz a tona
uma vital'essência,
qualquer chão e movimento,
sol-sombra,
uma árvore encantada
onde jaz o pássaro
cujo chilro preludia a flor,
noite-nuvem de céu e luzes,
as deslumbrantes peles que vestes,
a cor ou cheiro,
a voz ou corpo inteiro,
a paixão,
o afeto a símbolo
ou a efectual presença...
qualquer nome ou coisa
que retire a alguém
da monótona evidência:
o tédio eterno
de todo presente que não o seu.
O teu não é senão o que te dá o Outro.
O eu é o que verifica-O,
e sem o Outro nem o "eu", nem o "é".
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