sábado, 25 de abril de 2009

Alquimia do verso

Se todos os poetas mentem,
Deve ser isso um índice de verdade.

Sou do tamanho que meus sentidos mostram.
Equivalente ao exterior da minha percepção,
Sigo o som dos meus passos & por volição
A curva da estrada se me afigura agradável.

Por que assim não seria, se a voz retorna?
Se com parte no eco sei que já estou lá adiante?
O barulho das árvores é minha consciência circunstante.
O marulho das ondas é o enigma da expansão que torna.

Fratura na lógica é o próprio mundo onipresente.
Ao pé da praia, o rochedo está vivo a desintegrar.
As pedras & as fendas cantam ao sabor do vento.

Se a água que do mar penetra na terra & da rocha
Faz o cascalho & a areia, estúpido & infeliz o ignaro,
Reprovado na regra: tudo, sob uma única face é mistura.

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