Se todos os poetas mentem,
Deve ser isso um índice de verdade.
Sou do tamanho que meus sentidos mostram.
Equivalente ao exterior da minha percepção,
Sigo o som dos meus passos & por volição
A curva da estrada se me afigura agradável.
Por que assim não seria, se a voz retorna?
Se com parte no eco sei que já estou lá adiante?
O barulho das árvores é minha consciência circunstante.
O marulho das ondas é o enigma da expansão que torna.
Fratura na lógica é o próprio mundo onipresente.
Ao pé da praia, o rochedo está vivo a desintegrar.
As pedras & as fendas cantam ao sabor do vento.
Se a água que do mar penetra na terra & da rocha
Faz o cascalho & a areia, estúpido & infeliz o ignaro,
Reprovado na regra: tudo, sob uma única face é mistura.
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